Desde os testes de pré-temporada, as equipes da Fórmula 1 vêm buscando maneiras cada vez mais criativas de aumentar a eficiência do difusor. Para isso, algumas passaram a utilizar extensões fixadas diretamente na estrutura de impacto traseira.

Fazer o difusor trabalhar da forma mais eficiente possível tornou-se um dos pontos mais importantes do desenvolvimento aerodinâmico, principalmente porque os carros de 2026 não dependem mais do efeito solo do que seus antecessores.

Foi justamente nesse contexto que o difusor utilizado pela Mercedes em Montreal chamou a atenção do paddock.

A equipe acrescentou diversos perfis serrilhados na parte superior do difusor do W17, cobrindo mais da metade de sua largura. Na prática, a solução aumentava a extensão efetiva do difusor e potencializava seu efeito aerodinâmico.

Depois que Ferrari e outras equipes perceberam a solução adotada pela Mercedes, a Scuderia consultou a FIA para saber se poderia desenvolver um conceito semelhante.

Segundo o Motorsport, a FIA preferiu esclarecer sua posição antes que outras equipes seguissem o mesmo caminho e desenvolvessem soluções ainda mais agressivas nessa área.

Como consequência, a entidade publicou um novo documento após o GP da Espanha.

Esse documento passou a valer já neste fim de semana do GP da Áustria.

A partir de 2026, a FIA também alterou sua nomenclatura oficial.

Em vez de “diretriz técnica”, esses comunicados passaram a ser chamados simplesmente de “documentos da FIA”.

A mudança é apenas administrativa, pois esses documentos podem tratar tanto de questões técnicas quanto esportivas.

A própria Mercedes confirmou que precisou fazer alguns pequenos ajustes em seu difusor para atender ao novo documento emitido pela FIA.

As alterações ficaram visíveis nas fotografias registradas durante o dia de imprensa na Áustria.

Embora as extensões do difusor tenham sido mantidas, os perfis serrilhados utilizados em Montreal desapareceram.

Além da Mercedes, a Racing Bulls também precisou modificar seu conceito.

Mesmo assim, as equipes continuam encontrando maneiras de explorar essa região do carro.

Segundo diversos engenheiros presentes no paddock, a FIA proibiu apenas a solução extrema utilizada pela Mercedes em Montreal.

Entretanto, continua sendo permitido desenvolver outras formas de aumentar, na prática, a eficiência do difusor.

A imagem acima mostra que a Ferrari continua utilizando extensões na região superior do difusor.

A Haas, equipe cliente da Ferrari, segue um conceito semelhante, embora utilize diversos elementos menores