George Russell conquistou uma vitória construída na estratégia no GP da Áustria. Depois de 71 voltas intensas no Red Bull Ring, o piloto da Mercedes cruzou a linha de chegada 1.6s à frente de Max Verstappen.
Logo nas voltas iniciais, a corrida entregou muita ação. No entanto, conforme a prova avançou, a disputa evoluiu para um verdadeiro jogo de estratégia entre Mercedes, Red Bull e Ferrari.
Mesmo sem o carro mais rápido, a equipe de Milton Keynes executou uma estratégia impecável. Dessa forma, colocou o RB22 de Verstappen na luta pela vitória contra os superiores W17 de Russell e Kimi Antonelli.
Enquanto isso, Antonelli completou o pódio. O italiano reduziu rapidamente a vantagem de Verstappen nas voltas finais, mas faltou tempo para concluir a ultrapassagem.
Oscar Piastri terminou em quarto, enquanto Lewis Hamilton ficou apenas em quinto. Isso porque a Ferrari antecipou as paradas dos dois pilotos para tentar reagir à Red Bull.
Entretanto, Verstappen permaneceu na estratégia de duas paradas e aproveitou melhor os pneus disponíveis.
Ao contrário das expectativas, a largada aconteceu sem acidentes. Apesar dos quatro safety cars registrados nas últimas sete edições da prova, nenhum carro sofreu danos nas primeiras curvas.
Ainda assim, a disputa pelas primeiras posições começou imediatamente. Hamilton ultrapassou Charles Leclerc ainda na primeira volta. Em seguida, o monegasco perdeu outras posições para Antonelli e Verstappen, caindo para quinto.
Antonelli viveu um início complicado. Primeiro, escapou da pista nas curvas 1 e 3. Depois, voltou a sair da trajetória ao tentar ultrapassar a segunda Ferrari. Por isso, precisou devolver a posição.
Ele perdeu rendimento logo na sequência, permitindo que Leclerc retomasse o quarto lugar. Apesar da anotação da direção de prova, os comissários optaram por não abrir investigação.
Enquanto isso, Verstappen segurou os dois carros da McLaren e rapidamente assumiu a terceira posição. Assim, ficou muito bem posicionado para explorar uma estratégia que inicialmente parecia apontar para três paradas.
Mais atrás, Liam Lawson avisou pelo rádio sobre um princípio de incêndio enquanto disputava a oitava posição com Isack Hadjar.
Ao mesmo tempo, a Cadillac voltou a sofrer com problemas de freios. Como resultado, Valtteri Bottas e Sergio Perez abandonaram devido ao superaquecimento.
Nas voltas iniciais, Antonelli e Leclerc protagonizaram as disputas mais interessantes da corrida. No fim das contas, o piloto da Mercedes recuperou a quarta colocação.
Na volta 10, Verstappen alcançou Hamilton. A partir daí, os dois travaram uma batalha intensa pela segunda posição, trocando ultrapassagens em diferentes pontos do circuito.
Durante o duelo, Verstappen pediu punição para Hamilton. Mesmo assim, o piloto da Ferrari permaneceu à frente. Russell aproveitou a disputa para abrir mais de cinco segundos de vantagem.
Como a Red Bull ameaçava antecipar as paradas e o SF-26 não mostrava velocidade suficiente, a Ferrari resolveu agir primeiro. Assim, chamou Hamilton na volta 12 e Leclerc uma volta depois. Ambos trocaram para pneus duros.
Pouco depois, Hamilton passou a ser investigado por supostamente empurrar Verstappen para fora da pista na curva 6. No entanto, os comissários decidiram não aplicar nenhuma punição.
Quando a corrida entrou em uma fase mais estável, Verstappen fez sua primeira parada na volta 18. Ele abandonou a ideia de três pit stops e migrou para uma estratégia convencional de duas paradas. Ainda assim, retornou atrás de Hamilton.
Russell respondeu imediatamente e fez sua parada poucas voltas depois. Com isso, manteve a liderança virtual da corrida. Na sequência, Norris entrou nos boxes na volta 21, seguido por Antonelli.