Confira as principais informações e palpites para o Gran Prix da Áustria de F1
A temporada 2026 da Fórmula 1 chega a Spielberg para a oitava etapa do campeonato neste domingo, 28 de junho de 2026, com largada às 10h00 (horário de Brasília). Duas semanas após a vitória memorável de Lewis Hamilton em Barcelona, a primeira com a Ferrari, o GP da Áustria promete definir se a Scuderia tem realmente condições de ameaçar a hegemonia da Mercedes nos circuitos de alta velocidade.
Kimi Antonelli continua na liderança do campeonato de pilotos com 156 pontos, mas a vantagem caiu para 41 sobre Hamilton (115 pontos) após o italiano abandonar em Barcelona com falha na unidade de potência a quatro voltas do fim. George Russell ocupa a terceira posição com 106 pontos, enquanto Charles Leclerc é o quarto colocado com 75, prejudicado por dois abandonos consecutivos em Monaco (batida) e Barcelona (falha hidráulica).
A classificação de sábado trouxe surpresa: Russell cravou a pole position, seguido por Leclerc, Hamilton, Antonelli, Verstappen (que bateu no Q3) e Norris. O brasileiro Gabriel Bortoleto foi eliminado no Q2.
Confira também o nosso guia de apostas em Fórmula 1.
+18. Aposte com responsabilidade. Odd coletada às 14h08 (27/06) em uma das melhores bets do Brasil.
O Red Bull Ring é um dos circuitos mais curtos e rápidos do calendário, com 4,318 km de extensão e apenas dez curvas, o menor número de qualquer pista da temporada. Aproximadamente 70% a 75% da volta é percorrida em aceleração total, o que valoriza a potência da unidade de potência, justamente o ponto forte da Mercedes em 2026.
A equipe de Brackley venceu as seis primeiras corridas da temporada antes de Hamilton interromper a sequência em Barcelona. Russell conquistou a pole position em Spielberg com uma volta limpa que resistiu até mesmo a uma bandeira amarela provocada pela batida de Verstappen nos momentos finais do Q3.
Após o incidente, Toto Wolff confirmou que a pole de Russell não seria investigada, já que o britânico reduziu significativamente a velocidade na zona de bandeira amarela.
A FIA classificou o GP da Áustria como corrida de risco por calor, algo que ocorre quando a temperatura prevista ultrapassa 31°C em qualquer momento com os carros na pista. A temperatura ambiente pode chegar a 32°C no domingo, com o asfalto atingindo 53°C.
Como consequência, os pilotos podem usar um sistema de resfriamento acoplado a uma camiseta antichamas sob o macacão. Quem optar por não usar o sistema precisará carregar 5 kg de lastro para evitar vantagem competitiva.
Hamilton chega à Áustria em momento espetacular: duas segundas posições consecutivas seguidas da vitória em Barcelona, onde cruzou a linha de chegada com 19,5 segundos de vantagem sobre Russell. A estratégia de três pit stops da Ferrari, combinada com um safety car virtual no momento certo, colocou o heptacampeão na liderança, e ele simplesmente desapareceu do pelotão.
No entanto, o histórico de Hamilton no Red Bull Ring é modesto: apenas uma vitória, em 2016, quando colidiu com seu então companheiro Nico Rosberg na última volta. O britânico não sobe ao pódio na Áustria desde 2022.
Antonelli, por sua vez, precisa reagir após o primeiro fim de semana sem pontuar na temporada. O italiano de 19 anos ultrapassou Russell em Barcelona, mas abandonou momentos depois com falha na unidade de potência. O jovem também carrega memórias ruins do Red Bull Ring: no GP da Áustria de 2025, bateu em Verstappen na primeira volta.
Com a classificação deixando-o em quarto no grid, Antonelli precisará de uma estratégia agressiva ou de alguma intercorrência para superar Russell e a dupla da Ferrari à frente.
A Mercedes precisa resolver os problemas de confiabilidade que ameaçam comprometer a temporada. Nos últimos GPs, falhas na unidade de potência tiraram pontos tanto de Russell (abandono no Canadá quando liderava) quanto de Antonelli (Barcelona). A equipe acredita ter identificado a causa raiz dos problemas, mas ainda resta provar que a solução é definitiva.
O Red Bull Ring, em Spielberg, faz parte do calendário da Fórmula 1 desde 1970, quando o circuito original, então chamado Osterreichring, recebeu o primeiro GP da Áustria. A pista permaneceu no calendário até 1987 e ficou fora por quase uma década, retornando como A1-Ring, redesenhado por Hermann Tilke, em 1997. Após nova ausência entre 2004 e 2013, o circuito voltou ao calendário em 2014 sob o nome atual, com Nico Rosberg vencendo as duas primeiras edições.
Hamilton e Valtteri Bottas deram continuidade ao domínio da Mercedes nos anos seguintes (2016 e 2017), antes de Max Verstappen iniciar um período de quatro vitórias em seis edições (2018, 2019, 2021 e 2023). As duas últimas corridas na Áustria foram produtivas para pilotos britânicos: Russell venceu em 2024 (após a colisão entre Verstappen e Norris a oito voltas do fim), e Norris triunfou no ano passado.
O recorde de volta pertence a Kimi Raikkonen, que cravou 1min06s957 em 2018. O circuito conta com quatro zonas de Straight Mode designadas para o domingo, uma na reta principal, outra entre as curvas 1 e 3, uma terceira da curva 3 para a 4, e a última entre as curvas 8 e 9. O ponto de detecção do Overtake Mode fica imediatamente antes da última curva.
A Mercedes chega à corrida de casa da Red Bull com a marca de ter conquistado a pole position em todas as oito corridas da temporada, Russell contribuiu com quatro, e Antonelli com as outras quatro. Na classificação de sábado, Russell cravou o melhor tempo e resistiu à investigação de bandeira amarela após a batida de Verstappen no fim do Q3. Antonelli, por sua vez, ficou apenas em quarto, a primeira vez na temporada em que não partiu das duas primeiras filas