Laura Mueller vem quebrando barreiras em um dos ambientes mais competitivos e técnicos do esporte a motor. Há cerca de 18 meses, a alemã assumiu o posto de engenheira de corrida de Esteban Ocon na Haas, tornando-se a primeira mulher na história da Fórmula 1 a ocupar essa função.

A engenheira de corrida é uma das figuras mais estratégicas dentro de uma equipe. É ela quem se comunica diretamente com o piloto durante todo o fim de semana, analisa dados em tempo real e participa de decisões cruciais que podem definir o resultado de uma corrida.

Em entrevista ao site oficial da Fórmula 1, Mueller falou sobre sua trajetória, a adaptação ao cargo e a responsabilidade de abrir caminhos para outras mulheres na engenharia.

“Como em qualquer trabalho, primeiro você aprende o básico e leva um tempo para se adaptar. Com o tempo, você ganha confiança e consegue focar ainda mais em performance”, explicou.

Laura entrou para a Haas em 2022, inicialmente no departamento de simulador. Depois, passou a atuar como engenheira de performance até alcançar o cargo atual.

Segundo Mueller, a experiência anterior dentro da equipe foi fundamental para tornar essa transição mais natural.

“Sempre quis ser engenheira de corrida. Já tinha experiência em outras categorias e, por já conhecer a equipe, a adaptação foi muito mais fácil”, contou.

Além da parte técnica, Laura também falou sobre a relação construída com Ocon ao longo das últimas temporadas. Segundo ela, a confiança entre piloto e engenheira é essencial, especialmente em um cenário de grandes mudanças técnicas como o da temporada 2026.

Apesar da conquista histórica, Mueller admitiu que não esperava tanta repercussão ao se tornar a primeira mulher no cargo.

“Eu sabia que seria a primeira mulher nessa posição, mas não imaginava tanta atenção. Isso me assustou um pouco no começo.”

Embora não goste dos holofotes, ela entende a importância do impacto que sua presença pode gerar.

“Se isso ajuda a dar mais visibilidade para mulheres na engenharia, então é algo muito importante.”

Mueller também destacou como a presença de mais mulheres em cargos técnicos dentro do paddock pode inspirar futuras gerações.

“Hoje temos mais mulheres na Fórmula 1 em posições de destaque. Isso importa porque meninas mais novas precisam enxergar que esse caminho também é possível para elas.”

Mais do que fazer história, Laura Mueller representa uma mudança gradual dentro da Fórmula 1 — uma evolução que reforça que talento, competência e preparo técnico são o que realmente definem quem pode ocupar os cargos mais importantes do esporte.

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