“A unidade de potência de 2026 combina motor a combustão, sistema híbrido e bateria, mas o ADUO considera apenas o desempenho do ICE.

ADUO explicado: desde que a FIA divulgou os primeiros resultados de sua avaliação das unidades de potência de 2026, a sigla passou a dominar as discussões técnicas da Fórmula 1.

A surpresa foi grande quando a entidade concluiu que a Red Bull Ford Powertrains possui atualmente o motor de combustão interna mais potente da categoria. Ao mesmo tempo, Ferrari, Mercedes, Honda e Audi receberam concessões para desenvolver seus motores.

Muitos torcedores acreditam que a entidade colocou todos os motores em uma bancada de testes ou mediu a potência diretamente nas rodas. No entanto, o processo funciona de forma completamente diferente.

A FIA criou um sistema próprio chamado ICE Performance Index. A partir dele, os engenheiros analisam dados coletados durante os finais de semana de corrida para estimar o desempenho dos motores a combustão.

ADUO significa Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização.

A FIA criou o sistema para evitar que um fabricante fique preso por vários anos a uma desvantagem técnica impossível de recuperar.

Por isso, quando um fabricante apresenta um défice mínimo de 2% em relação à referência da categoria, ele recebe oportunidades extras de desenvolvimento, horas adicionais de bancada e margem financeira complementar dentro do teto orçamentário destinado às unidades de potência.

Dessa forma, a FIA tenta evitar que um único fabricante domine o regulamento durante todo o ciclo técnico.

Este é o ponto mais importante para entender toda a polêmica.

O ADUO não avalia a unidade de potência completa. Em vez disso, ele considera apenas o desempenho do motor a combustão interna, conhecido como ICE.

Portanto, os seguintes elementos ficam fora da classificação:

* bateria;
* de gerenciamento;
* recuperação de energia;
* estratégias de deployment;
* eficiência geral do sistema híbrido.

Naturalmente, muitos fãs questionaram essa decisão.

Entretanto, a própria FIA revelou que os fabricantes queriam exatamente essa metodologia durante a elaboração do regulamento.

Segundo as equipes, comparar baterias, softwares e estratégias elétricas seria muito mais complexo e poderia gerar discussões ainda maiores.

Consequentemente, o regulamento passou a considerar apenas o motor a combustão.

Se o ADUO mede apenas o ICE, por que a FIA monitora a potência do MGU-K?

A resposta está justamente no método de cálculo.

Em 2026, o carro recebe potência simultaneamente do motor a combustão e do sistema elétrico