Treinador passou a competição inteira acumulando decisões questionáveis

Jamais imaginei que um dia torceria contra o Uruguai. É um povo muito parecido com o nosso. Compartilhamos costumes, a paixão pelo futebol, o churrasco e até a forma de viver o esporte. Nas últimas Copas, muitos brasileiros passaram a simpatizar com a seleção uruguaia.

Desta vez, porém, foi diferente. Nem mesmo o povo uruguaio se engajou com a Celeste.

E, para mim, existe um motivo chamado Marcelo Bielsa. Um treinador que conquistou muito menos do que a fama que carrega. Chegou à Copa com a mesma postura fechada de sempre, distante, sem criar qualquer conexão com o torcedor. O retrato da antipatia.

Para mim, futebol é justamente o contrário. Tenho um filho de seis anos e quero que ele olhe para o futebol com alegria. Quero ele que veja jogadores felizes, um time que transmita paixão e um treinador que aproxime as pessoas do esporte, não que as afaste. Quero que ele veja o espetáculo e o entretenimento. 

Foi exatamente isso que faltou ao Uruguai. Bielsa brigou com jogadores, deixou outros de fora e passou a competição inteira acumulando decisões questionáveis. A insistência em mudanças, a forma de conduzir o grupo e até a troca no gol mostraram um treinador que mais confundiu do que ajudou.

Colocou Muslera, deixou Rochet no banco, trocou no intervalo, tirou Valverde na metade do segundo tempo. Errou tanto que parecia estar fazendo de propósito. Ou, ao menos, a contragosto. De “saco cheio”. Parecia uma obrigação estar na Copa. Faltou com respeito com os uruguaios.

No fim, o Uruguai da Copa do Mundo de 2026 deixa uma lição. O futebol é resultado, claro, mas também é paixão, alegria e pertencimento. Bielsa não é futebol. Ele detesta isso e o Uruguai, que ama o esporte, pagará a conta de ver fãs se afastando e até detestando o esporte.

Foram quatro anos jogados no lixo por alguém que amanhã voltará ao seu país e nada irá sentir, pois é incapaz disso