Você sabe que uma disputa pelo título na Fórmula 1 começou a esquentar quando surgem nas mídias sociais as primeiras teorias da conspiração, e é esse o clima atualmente na Mercedes, que tinha tudo para dominar o campeonato nesta primeira parte, mas que perdeu muitos pontos com erros e quebras.
E a maioria deles aconteceu com George Russell, que começou o ano como favorito ao título, mas que está a 50 pontos do companheiro Kimi Antonelli após sete provas. Lewis Hamilton, da Ferrari, inclusive está conseguindo se colocar entre os dois pilotos da Mercedes.
As teorias são várias. Desde que a Mercedes está desenvolvendo o carro pensando em Antonelli, o que ignora como é todo o processo para fazer novas peças, até que o time está errando de propósito com Russell.
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Um exemplo foi o que aconteceu no GP da Espanha, quando houve uma falha no equipamento que faz o ajuste de asa dianteira durante a última parada de Russell. Sem os "clicks" certos, o carro perdeu estabilidade.
Em meio a tantas reclamações, o diretor técnico da Mercedes, James Allison, deu um depoimento bem contundente durante um podcast produzido pelo time:
Como as pessoas investem muito nos pilotos que apoiam e querem que ele prospere acima de todos os outros, tudo o que posso dizer é que, se você quiser entender como esse sentimento de favoritismo se encaixa em nossa mentalidade, você precisaria vir trabalhar em uma equipe. Porque se você tivesse a sorte de vir trabalhar em uma equipe, você seria instantaneamente imbuído da cultura dessa equipe e entenderia o quão completamente estranho esse pensamento é para qualquer pessoa em uma equipe.
Quando ouvimos isso, é como se estivéssemos ouvindo outra língua. É uma discussão que você nunca pode vencer porque ambos os lados estão completamente divorciados um do outro, porque é do interesse de todos nós que nossos dois pilotos prosperem. E, na verdade, somos ambivalentes sobre qual é melhor que o outro. Queremos dobradinha em todas as corridas e não nos importamos com a ordem.James Allison, diretor técnico da Mercedes
Allison explicou que o campeonato que realmente interessa para a Mercedes, e qualquer equipe, é o de construtores. E que, por isso, o que eles querem é que ambos os pilotos estejam sempre nas melhores posições possíveis. E o campeonato de pilotos é visto como uma consequência do sucesso na disputa entre equipes.
Nosso principal campeonato, curiosamente, não é o de pilotos, mas sim o de construtores. Se conquistarmos os dois, teremos a sorte de ganhar um bônus. Vencemos com base na posição de construtores, não na de pilotos. Portanto, tudo o que nos importa é o campeonato de construtores, e favoritismo não faz o menor sentido para nós nesse aspecto. Queremos apenas a pontuação máxima de ambos os pilotos o tempo todo.James Allison
O engenheiro explicou que a Mercedes só vai intervir na disputa entre os pilotos quando um deles não tiver chances matemáticas de título. Principalmente se houver outro nome na disputa.
"Só começaríamos a ter uma opinião se um dos pilotos estivesse matematicamente impossibilitado de vencer o campeonato e o outro estivesse em disputa com um piloto de outra equipe. Nesse caso, a equipe teria o direito de ter uma opinião. Mas até lá, queremos apenas que nossos dois pilotos estejam entre os melhores em todas as corridas."
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