Jogadores e ex-jogadores de futebol já criticaram casas de apostas em meio ao avanço dos patrocínios de bets em competições e transmissões esportivas. O tema entrou no debate público no Brasil e em outros países, especialmente nas redes sociais, e envolve nomes ligados à Copa do Mundo 2026 e ao Flamengo.

Danilo Luiz, lateral do Flamengo e da seleção brasileira, apoiou nas redes a campanha ‘Block no Tigrinho’, iniciativa da 342 Artes que alerta para o crescimento das bets no Brasil. Camila Pitanga, Gilberto Gil e Djavan também demonstraram apoio à campanha.

Kylian Mbappé criticou a Federação Francesa depois que um anúncio de casa de apostas usou sua imagem sem autorização, segundo o jornal L’Équipe. Ousmane Dembélé e Michael Olise também reagiram ao caso. Em entrevista ao Canal+ em 2024, Mbappé disse: “Muitos de nós viemos de bairros onde essas coisas destroem muita gente. Eu mesmo conheço pessoas que sofreram”.

No Brasil, Diego Ribas se pronunciou em 2025 após a Polícia Federal indiciar Bruno Henrique, seu ex-colega de Flamengo, por manipulação esportiva. Diego não fez críticas diretas ao atacante, mas afirmou ser contra as bets. Filipe Luís, então treinador do Flamengo, também se posicionou contra o setor e disse que já recusou propostas de casas de apostas: “Eu sei o dano que é para as pessoas que apostam, o vício, é uma droga, infelizmente. Daqui a 20 anos a gente vai olhar e falar ‘caramba, todos os times, lugares, anunciavam casas de apostas’. Mas o dano que está fazendo para tantas pessoas a gente não tem a real noção do que está acontecendo”