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Andar na Times Square, o cartão turístico dos Estados Unidos no coração de Manhattan, já não é tarefa lá muito fácil.
São turistas, comerciantes, homens fantasiados de super-heróis e alguns poucos membros engravatados do mercado financeiro transitando sem parar.
O icônico trecho de cinco quarteirões com diversas zonas livres de carros é o espaço público mais conhecido da cidade de Nova York, e também por isso tem paulatinamente se tornado uma espécie de termômetro do futebol na região.
A Copa do Mundo 2026, que tem uma série de jogos agendados para a Região Metropolitana de Nova York, consolidou esse fenômeno que era observado desde a Copa de Clubes de 2025.
E há motivos para isso. Mas antes, alguns exemplos.
Os brasileiros foram os primeiros a dominar o cartão postal quando se reuniram na Times Square na véspera da estreia da seleção na Copa contra o Marrocos.
Foi, afinal, o primeiro jogo no MetLife Stadium, a 30 minutos de carro dali, no torneio. Não seria errado dizer que foram as camisas verde e amarelas as responsáveis por trazer algum clima de Copa para uma Nova York que só queria saber de NBA.
Milhares de brasileiros se juntaram ali, entre os telões com propagandas de compras e entretenimento. Bonecos de Olinda do narrador Galvão Bueno e do craque Vinicius Jr. chamavam a atenção, assim como as inúmeras propagandas de bets, os jogos online.
Os brasileiros foram os maiores em volume, mas não os únicos.
Na noite da última terça-feira (16) muitos franceses também se reuniram ali para celebrar a vitória contra o Senegal no torneio.
E, pouco depois, foi a vez de argentinos e argelinos se encontrarem na mesma noite em que as seleções disputavam o jogo em Kansas City. O encontro chegou a gerar briga: torcedores se estapearam se e chutaram, e tiveram de ser separados por agentes da polícia de Nova York.
No mesmo dia, imigrantes e turistas da Colômbia também se aglomeraram para um esquenta antes da estreia da seleção sul-americana contra o Uzbequistão, no México, nesta quarta-feira (17).
São alguns os fatores para entender como a Times Square foi escolhida como essa espécie de agregador de torcidas, termômetro das mais animadas e presentes.
A começar pelo fato de a região ser uma das mais conhecidas de qualquer turista devido à indústria do entretenimento. Também ali perto estão teatros da Broadway, que mesmo com preços salgados atraem os visitantes para assistir a musicais.
O local também é uma espécie de coração das compras e do capitalismo, com anúncios que vão de quinquilharias para levar de presente para a família até bolsas e sapatos de luxo. Há ainda lojas imersivas, como algumas de marcas de chocolate, e até uma que leva o nome de Pelé.
Por ser tão conhecida no imaginário popular, é ali que boa parte dos turistas, em especial os de primeira viagem, hospeda-se. Há mais de 60 hotéis por aqueles quarteirões.
E há um adicional importante: a facilidade de locomoção. Dez linhas do metrô de Nova York cruzam a Times Square e a conectam aos cinco boroughs, ou regiões administrativas da cidade (a saber, além de Manhattan: Brooklyn, Queens, Bronx e Staten Island)