Clubes do futebol brasileiro publicaram notas em que repudiam a ameaça recebida pela família de João Paulo Silva, presidente do Ceará.

O mandatário afirmou, em publicação feita nas redes sociais ontem (25), que uma de suas filhas recebeu uma bomba disfarçada de presente na escola de teatro.

O Fortaleza, rival do Ceará, foi um dos clubes a se manifestar. O Tricolor disse ser "inadmissível que familiares sejam alvo de ameaças ou atos de intimidação".

Para PL, 'tiro interno' foi erro estratégico de Michelle

Bahia, Corinthians, Fluminense e Palmeiras foram outros clubes que se posicionaram. Nas notas, foram usadas palavras como "inaceitável" e a expressão "criminoso atentado".

O artefato explosivo foi entregue na tarde desta quinta-feira (25) acompanhado de flores e chocolates. O pacote continha ainda uma mensagem com os dizeres "Fora JP" e "Safado", em referência ao dirigente do clube.

As polícias Civil e Militar foram acionadas para investigar o caso e identificar os autores do crime. Até o momento, nenhum suspeito pelo envio do explosivo foi identificado pelas autoridades de segurança.

Em nota, a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) informou ao UOL que apura um crime de ameaça, ocorrido nesta quinta-feira (25), no bairro Joaquim Távora. "O fato foi comunicado por meio de um Boletim de Ocorrência (BO). A PCCE realiza diligências para elucidar os fatos denunciados".

Isso é algo totalmente inadmissível e que ultrapassa qualquer limite, envolvendo a integridade física até mesmo de minha filha. Vamos seguir adiante para que esses atos criminosos sejam devidamente punidos. Faço o meu melhor pelo Ceará todos os dias e a pressão é natural, mas esses atos criminosos são inaceitáveis.João Paulo Silva, presidente do Ceará

O envio do explosivo ocorre em meio a um cenário de forte turbulência política nos bastidores do clube. O mandato de João Paulo Silva é alvo de constantes protestos de torcedores e de membros da oposição.

No fim de maio, um protesto na sede do clube terminou em confusão e intervenção policial. O Ministério Público classificou o ato como incitação à violência, o que gerou punições a torcidas organizadas, conselheiros e líderes oposicionistas.

"O Fortaleza Esporte Clube manifesta seu mais veemente repúdio ao episódio de violência envolvendo a filha e consequentemente o presidente do Ceará Sporting Club, João Paulo Silva.

Independentemente de qualquer rivalidade esportiva, é inadmissível que familiares sejam alvo de ameaças ou atos de intimidação. O futebol deve ser um espaço de paixão, respeito e convivência, jamais de violência.

O Fortaleza se solidariza com João Paulo Silva e seus familiares neste momento, na expectativa de que o caso seja rigorosamente apurado pelas autoridades competentes e que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados na forma da lei.

O Clube reafirma seu compromisso com a promoção da paz, do respeito e da integridade de todas as pessoas envolvidas no esporte. A violência, em qualquer circunstância, não representa o futebol nem os valores que defendemos diariamente dentro e fora de campo".

"O Esporte Clube Bahia SAF manifesta solidariedade ao Ceará Sporting Club, ao seu presidente, João Paulo Silva, e a seus familiares, além de repudiar veementemente os graves atos de violência e intimidação dos quais foram vítimas.

É inadmissível que o futebol ainda seja palco para práticas criminosas de qualquer natureza. O esporte deve ser um ambiente de respeito, convivência e segurança para todos.

O Bahia se solidariza com o mandatário do clube cearense e reafirma a expectativa de que os responsáveis sejam devidamente identificados e responsabilizados na forma da lei"

"O Sport Club Corinthians Paulista vem a público manifestar seu profundo repúdio ao ato de violência cometido contra a família de João Paulo Silva, presidente do Ceará Sporting Club.

O Corinthians reafirma que violência e esporte não se misturam e que episódios como esse são inaceitáveis